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Passeio Dominical e higiénico, anunciava-se? Nãaaa... Monte, sobe, desce, empeno, adrenalina... enfim, duro e digno de... Patus Bravus à antiga!
Já não me lembrava de um passeio assim... Foi à PatuBravus, mas dos antigos, com direito a um empeno que só visto...
Os pedalantes contavam-se em 15, mas algures pelos Bombeiros de Águas Santas, mais dois se juntaram (atraso e visita à tia eram as desculpas...).
Por essa altura, já havia uma nova e magnífica peça para a colecção de tombofilismo de um dos participantes, já que o mesmo tentou mas não conseguiu entender-se com o protocolo de umas escadas íngremes, estreitas e sem espaço no final. O cimento fez das suas e daí que umas dores na anca esquerda passaram a acompanhá-lo, com os evidentes malefícios para a pedalação (dois na bicicleta pesam mais, como se sabe...).
As meninas resolvem voltar atrás, já iam decorridos uns 20Km e claro, meninas não andam sozinhas, "eu tenho de ir cedo", logo vão mais dois ou três a acompanhá-las. Daí para a frente foi um sobe e desce constante, com trilhos de se lhe tirar o chapéu... subidas técnicas e inclinadas, a mais para alguns, descidas de fazer saltar o coração aos mais fracos e a deixar um rio de adrenalina por lá abaixo, a escorrer por entre os calhau e os "drops". As "silvas" não largavam braços e pernas e os "aaiiis" aumentavam, em ritmo e em volume: cá por mim, já o disse de outras vezes, prefiro bem as "Sousas", são bem mais macias ;-) .
Ao segundo furo do dia, parava-se junto à mercearia que não tinha nada para comer nem beber, mas mesmo ao lado da casa do "assado"... "Oh minha senhora, aposto que tem um fogão antigo, daqueles a lenha?" E a simpática senhora, do alto da sua avançada idade e sem saber muito bem o que responder, lá esboçava um sorriso ao olhar o grupo, longo e esfomeado...
Por terras de Avioso, passava-se agora pela estrada que, não matando, sobe... começavam a denotar-se as primeiras dificuldades e o amigo P. pagava bem cada pedalada que dava. Mão amiga o ajudaria a vencer aqueles metros!
E a descida seguinte, a alta velocidade, "voando" sobre calhaus e buracos, em direcção ao (que já foi o) charco dos Patus? "Que medo... nunca me tinha visto em tal aventura..." confessava alguém que pela primeira vez se via naqueles preparos!
Tempo ainda para passagem pelos quintais da Bajouca e eis que uma barreira de rede e arame farpado impedia o atravessamento da linha do metro... Num verdadeiro corta-mato (literalmente), haveria de resolver-se o problema na estação de Barca, local da última prova do Interfreguesias da Maia: "por aqui? mas esta descida é muito íngreme... vou à volta" diziam os menos afoitos e menos treinados na arte de bem descer aquela berma de três metros quase vertical.
Depois... bem... Maia, Via Norte, subida (mais uma) para a Rua de Recarei, Padrão da Légua e... casa!
Que saudades que eu já tinha de um empeno destes...zzzzz Hum? Ah, desculpem, foi um ligeiro adormecimento! Bons trilhos, melhor companhia, meteorologia "de emcomenda", o que mais se poderia querer? Obrigado a todos pela companhia, com especial atenção para o Paulo Patu, guia responsável pelo percurso de se lhe tirar o chapéu.
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Despeço-me com um grande abraço e claro, com o inevitável,
Adeus e até ao próximo empeno,
A. Augusto de Sousa
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